A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) anunciou a proibição da venda e distribuição de seis tipos de sal fabricados clandestinamente. Os produtos, que eram anunciados como superiores ao sal de cozinha comum, apresentavam alegações enganosas sobre benefícios à saúde, como a prevenção de cãibras e melhora na recuperação após exercícios físicos.
Produtos Proibidos
Os itens que foram alvo da proibição incluem as marcas: "Quanqton Ocean Salts", "Sal integral Quanqton", "Sal Perfeito, New Quantic", "Endurance" e "Sal Marinho Integral". A Anvisa determinou que todos estes produtos, vendidos por meio de plataformas de e-commerce e de um site específico, não possuem regularização sanitária e eram fabricados por uma empresa desconhecida.
As alegações contidas nas propagandas desses produtos eram bastante chamativas, prometendo desde um "sal marinho integral com concentração elevada de magnésio" até a afirmação de que a utilização dos mesmos ajudaria na "hidratação celular real" e na "recuperação mais rápida após esforço intenso".
Falsas Promessas
Além das promessas de benefícios de saúde, os produtos afirmavam que poderiam evitar cãibras e fadiga muscular, além de oferecer reposição mineral durante treinos longos. No entanto, a Anvisa esclareceu que essas alegações não têm respaldo científico e podem levar os consumidores a acreditar em benefícios inexistentes.
O sal de cozinha comum é essencialmente composto por cloreto de sódio e, no Brasil, é iodado, o que significa que recebe iodo, um nutriente vital para a produção de hormônios da tireoide e crucial para o desenvolvimento neurológico. Mesmo que o sal bruto contenha minerais, o processo de refinamento não implica em uma perda significativa de valor nutricional.
Consequências e Próximos Passos
A proibição dos produtos é uma medida que visa proteger a saúde pública, evitando que os consumidores sejam enganados por promessas não comprovadas. A Anvisa ainda não conseguiu localizar os responsáveis pelas marcas envolvidas, o que levanta questões sobre a vigilância e regulamentação de produtos comercializados na internet.
A decisão da Anvisa serve como um alerta sobre os riscos de produtos que não passam por controle sanitário e podem comprometer a saúde dos consumidores. Para mais informações e atualizações sobre a saúde pública no Brasil, continue acompanhando as notícias em brasilnow.world.



