O Brasil apresenta, nesta segunda-feira (17), durante a 17ª Conferência das Partes da Convenção das Nações Unidas para o Combate à Desertificação (COP17), na Mongólia, suas principais experiências e políticas no enfrentamento à degradação ambiental e mitigação dos efeitos da seca. A participação ocorre no Pavilhão Brasil, estabelecido em Ulaanbaatar, com programação coordenada pelo Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA), Ministério das Relações Exteriores (MRE) e Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil).

Iniciativas brasileiras em destaque

Durante o evento, o Brasil traz para o debate iniciativas que unem a conservação do solo, a restauração de áreas degradadas e a resiliência das comunidades atingidas pela seca. Entre as principais medidas apresentadas estão:

  • Metas Voluntárias de Neutralidade da Degradação da Terra (LDN): Compromissos assumidos junto à Convenção das Nações Unidas para manter ou ampliar a qualidade das terras produtivas.
  • Plano de Ação Brasileiro de Combate à Desertificação e Mitigação dos Efeitos da Seca (PAB-Brasil): Instrumento estratégico do governo federal para prevenir a desertificação e recuperar áreas afetadas, com foco no Semiárido brasileiro.
  • Programa Recaatingar: Ação voltada à recuperação da vegetação nativa na Caatinga, promovendo práticas sustentáveis de uso do solo e beneficiando comunidades locais tanto ambiental quanto economicamente.

A programação inclui ainda debates sobre planos estaduais, elaborados com universidades e outros órgãos públicos e privados, ampliando a articulação nacional no combate à desertificação.

Importância da agenda ambiental para o Brasil

O Brasil é um dos países signatários da Convenção das Nações Unidas para o Combate à Desertificação (UNCCD), criada na Rio-92. Juntamente com as convenções irmãs – a Convenção-Quadro sobre Mudança do Clima (UNFCCC) e a Convenção sobre Diversidade Biológica (CDB) – o país atua de forma integrada para enfrentar desafios como mudanças climáticas, perda de biodiversidade e degradação das terras.

Na COP17, a delegação brasileira também destaca a importância das contribuições de povos e comunidades tradicionais, especialmente nos biomas Caatinga e Cerrado, para o uso sustentável dos territórios. As estratégias apresentadas buscam conciliar a adaptação às mudanças climáticas com segurança hídrica e alimentar, fortalecendo a cooperação internacional para financiamento de projetos ambientais.

Próximos passos e compromissos internacionais

A conferência, sediada no emblemático Deserto de Gobi, vai até o dia 28 de agosto de 2026 e reúne representantes de diversos países para discutir formas de proteger o solo e restaurar paisagens degradadas. O lideranço do Brasil em práticas de restauração, manejo sustentável e combate à seca reforça o compromisso do país com políticas públicas inovadoras nesta agenda global.

A expectativa é que as experiências brasileiras inspirem parcerias e captem recursos internacionais, promovendo avanços tanto para o meio ambiente quanto para o desenvolvimento das regiões mais vulneráveis.

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