O influenciador Lito Sousa, conhecido por seu canal Aviões e Músicas, apareceu publicamente no último domingo (23) para fazer um apelo urgente. Diagnosticado com doença de Creutzfeldt-Jakob (DCJ), uma condição neurodegenerativa rara, Lito gravou um vídeo pedindo ajuda para ser incluído em ensaios clínicos que possam oferecer uma chance de tratamento.
No vídeo, Lito se apresenta e destaca a gravidade de sua situação. "Oi, meu nome é Lito Sousa e tenho um apelo urgente para você. Por favor, ouça atentamente a seguinte mensagem", disse ele em inglês, solicitando atenção do público e de instituições de pesquisa como Harvard e a Mayo Clinic.
A esposa de Lito, Mila Seidl, explicou que a saúde do influenciador deteriorou-se rapidamente, levando à perda parcial da visão. Desde então, amigos e familiares têm mobilizado esforços nas redes sociais para conseguir uma vaga em ensaios clínicos que investigam tratamentos experimentais para a DCJ.
O apelo inclui a busca por um medicamento experimental chamado ION717, desenvolvido pela farmacêutica americana Ionis Pharmaceuticals. Mila mencionou que há uma corrida para conseguir a inclusão de Lito em dois estudos promissores, um ligado a Harvard e outro com centros de pesquisa na Europa, embora ambos não estejam aceitando novos participantes no momento.
"Eu tenho 0% de chance, mas se eu tiver 1% de chance em qualquer lugar, a gente quer esse 1%", afirmou Mila, ressaltando a urgência da situação. Essa busca por tratamentos experimentais é comum em casos de doenças raras e sem cura, segundo especialistas.
O pesquisador Cristiano Aguzzoli, do Instituto do Cérebro do Rio Grande do Sul, comentou sobre a dificuldade de desenvolver tratamentos eficazes para a DCJ, dada a natureza agressiva da doença. A DCJ avança rapidamente, normalmente levando apenas seis meses do início dos sintomas até casos mais graves, o que limita as opções de tratamento.
A condição é causada por uma alteração na proteína príon, que, quando se transforma, pode induzir outras proteínas saudáveis a se degenerarem. Com uma incidência de apenas 1 a 2 casos por milhão de habitantes anualmente, a DCJ é uma das doenças neurodegenerativas mais desafiadoras de se tratar.
Atualmente, não existe cura para a DCJ, e os tratamentos disponíveis são apenas paliativos, focando no controle dos sintomas e no suporte multidisciplinar. A mobilização em torno do caso de Lito Sousa tem trazido à tona a necessidade de mais pesquisas e opções de tratamento para doenças raras, destacando a urgência e a luta pela vida que muitos pacientes enfrentam.
Essa história serve como um lembrete da importância da solidariedade e do apoio em momentos críticos. Fique por dentro das últimas notícias do Brasil em brasilnow.world



