As primas Letycia Garcia Mendes e Sttela Dalva Melegari Almeida, ambas com apenas 18 anos, foram encontradas mortas em uma região de mata em Cianorte, Paraná, nesta sexta-feira, 21 de agosto. As jovens estavam desaparecidas desde o final de abril, após saírem para uma balada na companhia de Clayton Antonio da Silva, um homem de 39 anos, e seu comparsa, ambos envolvidos no caso.

A advogada da família, Josiane Monteiro, expressou a dor da perda em declarações ao Metrópoles, ressaltando que Letycia e Sttela eram repletas de vida e sonhos. “Partiram cedo demais, quando ainda havia tanto para viver, descobrir e conquistar”, afirmou, destacando que o amor que deixaram ainda permanece vivo na memória de todos que as conheceram.

Letycia e Sttela foram vistas pela última vez em 20 de abril, quando aceitaram o convite para ir a uma festa em Paranavaí, acompanhadas de Clayton, que se apresentou com um nome falso. Câmeras de segurança registraram as primas, de mãos dadas, dentro da boate. A partir da madrugada do dia 21, o sinal de celular de Sttela foi desligado e ambas deixaram de manter contato com suas famílias.

Investigações indicam que as jovens saíram de Cianorte em uma caminhonete preta com Clayton. O veículo foi filmado em Jussara, a aproximadamente 18 quilômetros de distância, e Clayton retornou sozinho à cidade entre os dias 22 e 23 de abril. Em seguida, ele abandonou a caminhonete e deixou Cianorte em uma motocicleta. A Justiça decretou sua prisão temporária e a Polícia Civil do Paraná (PCPR) iniciou a busca pelo suspeito.

Clayton foi localizado após cometer um roubo de veículo em Mandaguari. Ao ser abordado pela Polícia Rodoviária Federal (PRF), ele tentou fugir e fez uma família refém, sendo então morto durante a abordagem policial. O comparsa de Clayton está preso e as investigações continuam para esclarecer todos os detalhes do caso.

O caso das primas Letycia e Sttela gerou comoção e revolta na comunidade local, levantando questões sobre segurança e justiça. As famílias das jovens reivindicam respostas e pedem que o caso não caia no esquecimento. A advogada Josiane Monteiro se coloca à disposição para apoiar a família neste momento doloroso, enfatizando a necessidade de justiça para que tragédias como essa não se repitam.

A dor da perda e a luta por justiça continuam, e a memória de Letycia e Sttela permanecerá viva na luta de seus entes queridos.

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